Segundo pesquisa realizada pela Ideia Big Data, 76,9% dos brasileiros acreditam que os pobres pagam mais impostos do que os ricos. De acordo com dados do Sonegômetro, a cada minuto, R$ 1 milhão em impostos é sonegado. Já a pesquisa da Oxfam, os brasileiros mais ricos pagam menos impostos do que os 10% mais pobres. 

Os empresários reclamam que a carga tributária é alta, a população rebate que os impostos arrecadados não são distribuídos em benefício do povo, alguns políticos defendem uma redistribuição das cobranças. Outros querem mais recursos para os Estados e municípios, e há quem defenda uma cobrança maior sobre os mais ricos e outros querem simplesmente pagar menos tributos. A verdade é que a insatisfação existe em todos os setores. Por isso o debate sobre a Reforma Tributária tem ganhado força. 

O Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos de Rondônia (SINDAFISCO) acredita ser necessária uma Reforma Tributária no país, mas reforça que antes, é essencial discutir o pacto federativo, principalmente em relação à redistribuição dos recursos tributários. Debater a redução de tributos e intensificar o combate à sonegação.

“Os municípios e estados estão estrangulados com suas despesas, mendigando repasses de impostos. A União puxando recursos para si e dando migalhas para os municípios e Estados. Essa conta não está certa. A sociedade espera por uma reforma que venha distribuir de forma mais equitativa os recursos e a redução da carga tributária”, explicou o diretor financeiro do SINDAFISCO, Moises Meireles. 

O SINDAFISCO lembra que a reforma Tributária terá que ser amplamente debatida, e não feita como a reforma Trabalhista, sendo corrigida posteriormente, através de Projetos de Leis.

“A reforma Tributária só vale a pena ser feita, se trouxer benefícios para os menos favorecidos, com redistribuição dos recursos tributários para os municípios, com uma revisão nos investimentos realizados com esses tributos. Após intenso debate, fortalecendo o combate à sonegação de impostos. Não podemos fazer uma reforma Tributária e depois ficar corrigindo com Projetos de Leis, como estão fazendo com a reforma Trabalhista. Isso é inaceitável”, falou Mauro Bianchin, presidente do SINDAFISCO.

Mauro reforçou ainda que, a reforma tributária terá que extinguir a guerra fiscal entre os Estados e atacar a renúncia fiscal. "Em Rondônia abrimos mão de R$ 403 milhões por ano para empresas grandes, isso corresponde a uma folha e meia de pagamento dos servidores públicos. E, por coincidência as empresas beneficiárias são, geralmente as que financiam campanhas eleitorais milionárias" disse.